quarta-feira, 9 de julho de 2008

Uma liberdade controlada

Desde o surgimento das primeiras formas de Estado, o homem viu a necessidade da criação de normas que possibilitassem o adequado convívio social. Aliando instinto à regulamentação pública, ele tratou de conciliar desenvolvimento às práticas de relacionamento entre as pessoas. Mas será que as leis acabam com a liberdade ou garantem a boa convivência social?

O ser humano, racional e capaz de mudar a realidade que o circunda, tem por sua natureza a destruição. Dificilmente as pessoas conseguiriam manter um convívio de bem-estar e de intensas trocas sociais harmônicas se não existissem normas que regessem toda esta complexa teia de relações comportamentais.

Em uma sociedade onde a competição é fundamental para o sucesso profissional, por muitas vezes acabam ocorrendo atritos entre pessoas, que só não se tornam piores devido a um limite estabelecido pelas leis jurídicas. Mas elas não podem legislar sozinhas. É preciso que haja o uso do bom-senso também, para que ocorra um melhor aproveitamento dos potenciais individuais.

Sendo assim, as normas criadas, apesar de limitadoras, ironicamente acabam por garantir a liberdade do homem, já que dificilmente a humanidade perduraria sem leis que regulamentassem o bom convívio entre os povos. O homem é livre, mas precisa saber administrar sua liberdade.

domingo, 9 de março de 2008

A grande formadora de opinião

A maioria das sociedades atuais é puramente capitalista, tendo como uma de suas principais características o consumismo exacerbado. Os meios de comunicação social tornam-se eficazes mecanismos de disseminação da política capitalista, e fatores fundamentais na construção do pensamento da população.

A mídia, com seu grande poder de formar opiniões e moldá-las, tem uma importância enorme na estruturação das sociedades. Tudo o que será veiculado no mercado, nas ruas, nas rodas de conversa etc. depende dela. Até mesmo a maneira de pensar das pessoas, e seus comportamentos individuais chegam ao ponto de serem manipulados por esse grande meio de persuasão coletiva.

Sendo assim, as sociedades de consumo são bastante influenciadas pelas propagandas, pelas campanhas publicitárias e por todo esse marketing, que só busca o lucro, o dinheiro, alienando os cidadãos e deixando-os sem uma personalidade própria. As pessoas acabam por aderir a uma forma de pensamento coletiva, alienada. Passam de formadoras de opinião a apenas seguidoras da grande massa. Por isso a mídia é extremamente importante na formação do consumismo, pois é ela que dita a moda e o que as pessoas irão pensar.

sábado, 1 de março de 2008

Carpe Diem

“A vida é curta, por isso curta”. Essa é uma frase que retrata bem como deveria ser o modo de vida dos seres humanos nos dia de hoje. Aproveitar a vida, aproveitar cada momento, sem deixar passar nenhum deles. Porém, o ritmo acelerado das sociedades atuais acaba “prejudicando” a vida das pessoas, e impedindo que elas aproveitem essa passagem terrena.

Esse modo de vida, instaurado pelo capitalismo e sua sede por lucros materiais, não permite um total proveito das capacidades humanas. Deixa o homem sobrecarregado, preocupado com suas obrigações, incapacitado a realizar as tarefas básicas de lazer e observar todas as coisas boas (ou ruins) que acontecem ao seu redor.

Em um mundo globalizado, com tanta interação e velocidade de comunicação, a rapidez na execução de tarefas torna-se algo fundamental. E com essa pressa, o homem não consegue aproveitar, em sua plenitude, o que a vida pode lhe proporcionar, deixando escapar momentos que poderiam ser inesquecíveis, ou simplesmente subestimando determinadas situações.

Portanto, é necessário que as pessoas se desvencilhem desse sistema, e saibam aproveitar cada momento como se fosse o ultimo, pois ganhos materiais não são tudo, e nunca serão. Sendo assim, “Carpe Diem”.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

“Dica” de filme: Onde os fracos não têm vez:

Um nome bem sugestivo, e que faz jus ao requisito necessário para assistir ao filme até o final: força, muita força. O preço que você pagará para a entrada do cinema servirá apenas para você ficar intermináveis duas horas no escurinho e no friozinho, pois o filme simplesmente não consegue empolgar.

Não sou crítico de cinema, então não posso falar da parte técnica, mas me vejo aqui fazendo um serviço de utilidade pública ao NÃO recomendar esse filme a ninguém. Se quiser assistir algo com muita ação, emoção e violência, sugiro que assista Shrek, ou até a Era do gelo, que com certeza são muito mais emocionantes do que “Onde os fracos não têm vez”, e que, sem a mínima dúvida, lhe deixarão acordado.

Acabo o “post” de hoje, da mesma maneira que o filme se encerra...

P.S.: se não entendeu, não assista ao filme.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dica de livro: “A menina que roubava livros” (Markus Zusak)

Hoje trago uma sugestão de leitura. “A menina que roubava livros” é um drama muito interessante; sob a ótica da “Morte” (escrevo aqui como nome próprio), o livro traz a história de uma menina que consegue escapar três vezes da morte, e que vê todo o seu mundo sumir de uma hora para a outra.

Li o livro e achei muito interessante o foco narrativo (o olhar da Morte), e todo um suposto jeito de ser que o autor atribuiu a essa figura tão mística. Não é um livro alegre. Inclusive conseguiu tirar lágrimas de alguns amigos meus. No entanto, é um livro muito bom, que proporciona uma leve e boa leitura.